quinta-feira, 13 de maio de 2010

Relato de parto

Um dia, a Paula, amiga que focaliza junto comigo o Clã das Nove Luas, nos enviou o endereço de um blog, no qual havia um relato de parto. Fui ler.  Percebi que a descrição era linda e clara ao mesmo tempo, porque é exatamente do modo como ela descreve que o trabalho de parto acontece. E pensei em transcrevê-la aqui. Mas o site é tão rico, que  é necessário olhá-lo na íntegra.
Uma mãe se dá conta que está esquecendo as lembranças do nascimento do filho e resolve escrever um diário público para eternizar o acontecimento e pincipalmente, para que o filho saiba a forma única como nasceu, conforme a própria mãe relata. É uma bela narrativa que está disponível neste enderenço: http://www.joaoastronauta.com/2007/12/021207.html
Deem uma olhada, vale a pena! Além desse relato, existem tantos outros. Desde 2007,  Flávia mantém este blog e agora, criou um domínio próprio: www.joaoastronauta.com. No blog há tópicos sobre amamentação, primeiros cuidados com Recém-Nascido, tudo isso por meio de um olhar materno. O que deixa a história mais emocionante e divertida. Deixo aqui uma descrição que Flávia faz do nascimento do blog O astronauta:

"O astronauta nasceu da vontade de descrever a experiência mais intensa e gratificante que já vivi: a aventura de aprender a ser mãe.
É uma tentativa de imortalizar alguns momentos da montanha russa de emoções que entramos ao ser pais.
E também, para poder compartilhar com vocês a imensa alegria de vê-lo crescer com saúde e feliz.
Este blog é dedicado ao super papa afinal sem ele não estaríamos aqui contando esta história.
E ao João...
o nosso pequeno astronauta."

domingo, 2 de maio de 2010

Em busca do protagonismo da mulher


Começou nosso Clã das 9 luas! Que lindo! Dez grávidas! E virão mais duas! E um dia serão muitas mais! Uma grande rede de mulheres. Uma grande rede de amor e respeito que se amplia... respeito por si mesmas, pelo ser que gestamos, pelo nosso corpo, pela experiência única de parir, pela humanidade. 
Cada vez mais estamos buscando a consciência do que é ser mãe, das nossas escolhas. É isso que essas mulheres estão querendo. E isso é extremamente importante, porque é dessa forma que crescemos: quando decidimos nos responsabilizar pelas nossas escolhas e assim buscar conhecer, entender as possibilidades que estão ao nosso alcance. Se queremos optar por uma cesárea, procuremos, então saber o que ela significa, os benefícios e seus riscos. Se vamos optar por parto vaginal, também. E assim por diante. Nos perguntando sobre o que valorizamos. Se valorizamos a experiência transformadora do parto, então, de que forma podemos estar conscientes e inteiras nesse processo?  Se queremos ouvir nosso corpo, de que forma eu posso fazer isso e como poderei ser ouvida? Há opção de se fazer cesárea nos hospitais, mas há opção de se fazer um parto de cócoras dentro do hospital?
Foi assim que as mulheres da Inglaterra, Holanda, França, Itália, etc, começaram e corajosamente exigiram que suas vozes, seus gritos e gemidos fossem ouvidos. E que seus partos fossem respeitados, e fizeram com que o poder público oferecesse outras opções além daquelas elencadas pela medicina do século XX. Faz tempo que essas mulheres tem a opção de fazer seus partos de cócoras com toda a segurança e tecnologia que um hospital oferece, faz tempo que as mulheres da França têm a opção de fazer seus partos na água. E nós brasileiras, que opção temos? E o que sabemos? Que conhecimentos temos sobre a fisiologia do parto, sobre nosso corpo, que medos e dúvidas temos? Por que silenciamos diante de outros saberes, quando sabemos por nós mesmas que não ficamos bem em determinada posição, que queremos um  parto vaginal,  embora nosso médico não queira falar sobre isso. 
Foi a partir da escuta sensível das necessidades dessas mulheres que se fizeram ouvir, que Michel Odent, Frédérick Leboyer, Ricardo Jones, e outros tantos médicos e médicas obstétras, mudaram suas ideias e começaram a enxergar o parto de outro modo, procurando aprender com elas sobre a fisiologia do parto e as necessidades de cada uma delas.  Foi assim que se criou casas de parto; que Michel Odent introduziu em um hospital estadual francês, o conceito de quartos de parto semelhantes aos de casa e piscinas de parto*.
E assim que teremos outras opções: na medida que ampliarmos nossa consciência, que assumirmos nossos medos e que deixarmos claro nossas dúvidas, que definitivamente questionarmos as práticas e rotinas hospitalares assim como questionamos a educação de nossos filhos com os professores e professoras, a comida que comemos, aquilo que nos oferecem e que consumimos. Quando perguntarmos a necessidade de uma episiotomia, as crenças de nossos médicos, estaremos conscientes daquilo que queremos e faremos escolhas que nos deixarão mais seguras e tranquilas na hora do parto. E assim, seremos protagonistas desse processo e tomaremos de novo nas mãos o parto, algo essencialmente feminino.

* Leia: "Água e sexualidade" e "A cesariana" de Michel Odent.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Significado dos choros

Um vídeo muito interessante que mostra a linguagem própria dos bebês. Eles têm um modo de se comunicar com a gente. Basta estarmos atentos para escutar...

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Nove Luas

Quero falar, hoje, do Projeto Maternidade Consciente da Tenda da Lua que faz parte do Movimento
Eu faço parte desse grupo de homens e mulheres que visam estabelecer outra relação consigo mesmos, com o outro e com o mundo. Relações mais freternas e amorosas capazes de possibilitar um outro futuro, e por isso tornam-se Guardiães do Amanhã.

Nesse sentido, para haver um futuro possível, precisamos nos tornar conscientes de nossas ações, de nós mesmos, do nosso papel no mundo. E a maternidade também precisa ser um papel consciente. Desse modo, criamos, dentro do grupo da Tenda da Lua, o Clã Nove Luas que visa focalizar a maternidade de um modo inteiro e consciente, trazendo de volta à mulher seu empoderamento no momento da gestação e do parto. Para que ela mesma, em conexão com seu corpo, com o seu bebê perceba do que precisa.
Esse Clã será um grupo exclusivo para gestantes, com encontros quinzenais que acontecerão no Tawa e está aberto a mulheres que não fazem parte da tenda. Contudo, a partir do segundo encontro, não haverá possibilidade de entrar novas gestantes; portanto, quem quiser entrar terá de se increver rapidamente. E comparecer de preferência desde o primeiro encontro, porque se trata de um grupo vivencial e cada encontro é unico. O grupo será focalizado por mim e por Paula Irigoyen em parceria com a mentora do movimento Guardiães do Amanhã, Lúcia Torres. A Paula é médica, doula, futura obstétra e integrante da 8ª geração de tendeiras. Eu, pedagoga, doula, estudante de astrologia, focalizadora de Danças Circulares e membro da 16ª geração de tendeiras. Juntas nesse grupo, temos como objetivos principais:
- Possibilitar a descoberta do empoderamento da mulher no processo de gestação e parto.
- Criar um espaço para partilha de dúvidas, medos e troca de experiências.
- Promover o alinhamento do corpo, mente, sentimentos e intuição.
O início dos encontros do Clã Nove Luas acontecerá no dia 19 de abril, às 18h, no Tawa. Maiores informações pelos e-mails: paulaif@ig.com.br ou mms_amanda@yahoo.com.br. Abaixo nosso cartaz de divulgação.
Sejam bem-vindas! 

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Parto humanizado, uma semente de amor.

Andei um tempo fora da cidade, e por isso fiquei sem postar novidades por aqui. Em breve haverá notícias sobre um grupo de gestantes coordenado por duas pessoas apaixonadas pelo universo do nascimento humano. Deixo vocês com um belo vídeo sobre parto humanizado.

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Shantala

Shantala fazendo massagem em seu filho, por Frédérick Leboyer

"É necessário conversar com sua pele,
falar com suas costas que têm sede e fome,
como sua barriga.
Nos países que preservaram
o profundo sentido das coisas,
as mulheres ainda se recordam disso tudo.
Aprederam com suas mães
e ensinarão às filhas
essa arte profunda, simples
e muito antiga
que ajuda a criança a aceitar o mundo
e a sorrir para a vida"

Frédérick Leboyer

A Shantala é uma massagem indiana feita em bebês, esse nome foi dado pelo médico Fréderick Leboyer em homenagem à moça Shantala que mostrou essa massagem a ele. Essa técnica é passada de mãe para filha e é uma forma de conexão da mãe com o bebê. Muitos pais também a praticam  e dessa forma estreitam os laços afetivos com seus filhos, conseguindo se comunicar melhor com eles e entender seus choros, seus gestos e quereres. Leboyer trouxe essa massagem para o ocidente publicando o livro Shantala,  onde de forma poética traz as manobras e benefícios dessa arte indiana. Há estudos que mostram que a massagem infantil em pré-maturos dimunuem o tempo do bebê no hospital, ganhando peso mais rápido sem aumentar a quantidade de alimentação, se recuperando melhor. Abaixo há um vídeo com demonstrações dessa massagem milenar, feita por Cristina Balzano, uma de minhas instrutoras no Curso de Doulas. Ela é doula, professora de yoga para gestantes e bebês, massoterapeuta e cursa a Faculdade de Obstetrícia na USP. Confira!

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Depoimento de Gisele Bündchen sobre seu parto

Gisele Bündchen teve seu parto em casa, e resolvi trazer aqui, a entrevista dela concedida ao Programa Fantástico da Rede Globo. Nesta entrevista, ela fala sobre a experiência de ter seu filho em casa, com uma parteira, sua mãe e seu marido. E também sobre o papel de ser mãe. Vale a pena conferir!